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Que espécie de força a impeliu a ditar seus
primeiros poemas aos quatro anos de idade
e a lançar-se no abismo aos 31? O que é ser
poeta? Em torno da vida e da obra da mítica
poetisa carioca, a peça não pretende responder
indagações, mas ampliá-las. Com cerca de 90%
do texto extraído de poemas, prosa, cartas e
diários de Ana Cristina César, o espetáculo traz
à tona sua busca, suas angústias, suas inquietações
e seus enigmas. Espelhos suspensos
multiplicam e distorcem as imagens projetadas,
sugerindo um quebra-cabeças. O palco se
projeta como extensão do tampo de uma mesa:
uma estação de trabalho com livros, mídias
dos anos 70, laptop e caderno de anotações. O
videografismo e a animação simulam a produção
em tempo real de desenhos, manuscritos
e originais feitos na máquina de escrever, o
processo febril de criação da poetisa.
Ficha Técnica
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Texto: Maria Helena Kühner | Direção: Paulo José | Produção Executiva: Lucia Regina Souza | Direção de Produção: Maria Helena Alvarez. |
Produção: Caravana Produções, Malagueta Produções e Ana Kutner | Elenco: Ana Kutner e Paulo José | Dramaturgia: Walter Daguerre |
Cenário: Fernando Mello da Costa | Figurinos: Kika Lopes | Iluminação: Paulo César Medeiros | Trilha Sonora: Alexandre Elias | Videografismo
e animação: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca | Classificação: 14 anos | Duração: 75 minutos
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